quarta-feira, 30 de dezembro de 2015


  A surpreendente história de quem traz em si o desejo de se lançar e sempre aprender, que tudo pode ser diferente.




                          https://www.youtube.com/watch?v=UKgG-A0Cbvw




" As batalhas mais surpreendentes são as que nós lutamos diariamente no silêncio da nossa alma."

PRECONCEITO


     Sugere um conceito anterior. Portanto, a melhor forma de combatê-lo é conciliar harmonicamente a convivência pacífica, para que não haja estranhamento à diversidade racial.
     Afinal, não existe somente uma cor no mundo. E, se o mundo é uma pluralidade de cores, porque a resposta à convivência com essa diversidade deveria estar e ser no singular?
    No singular cabe muito pouco... Pouco mesmo. Pouca convivência, pouca tolerância, pouco respeito.
     A educação do futuro, planetária (Morin), sugere a conciliação entre todos e todas formas de existência mediada por uma convivência pacífica.



Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender... Frase de Nelson Mandela.











                          DIFERENTES?












                                                                                              








                   IGUAIS? 













"São as desigualdades que devem ser compartilhadas, não as diferenças, essas só nos enriquecem."(Olivem, Anabela) 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Descoberta Froidiana e suas contribuições







     Como seria o mundo sem Freud? 
     Pensei, tentei responder esta inquietação, mas houve um profundo silêncio quase mortal...
     O médico  austríaco, Sigmund Freud, começou escutar seus pacientes ( mulheres na maioria) e verificou que as doenças físicas manifestadas no corpo eram reflexo do "inconsciente". Não era só a consciência que comandava o psiquismo. 
     Somos muito mais do que vemos, percebemos e entendemos de nós mesmos.
     Somos a soma, subtração, multiplicação e a divisão das nossas ações, pensamentos e atos, ainda que falhos.
     Neste oceano profundo do que somos desponta, ainda que pequena, nossa consciência que traz consigo submerso as marcas do inconsciente. O inconsciente é a base do iceberg e é determinante. Ele direciona voluntária ou involuntariamente a ação humana. "A consciência foi desalojada da posição de comando que vinha ocupando..."(KUPFER, Maria Cristina. Freud e a educação. O mestre do impossível. São Paulo: Scipione, 1989. P. 52).
      Agora podemos equacionar e até mesmo atribuir a consequência de muitos dos nossos atos ao inconsciente, trazido a tona primeiramente por Freud e problematizados por outros estudiosos psicanalistas..
      Só por isso, já podemos dizer : "valeu Freud" ou Freud explica". 

sábado, 5 de dezembro de 2015

AMBIGUIDADE DA ALEGRIA DO ENSINAR E APRENDER





     Educar é um ato civilizatório que em sua subjetividade torna o desconhecido atingível.
     A contemporaneidade, na riqueza de metodologias e recursos,  possibilitou tornar este ato civilizatório em algo lúdico e permeável pela pluralidade de formatos pedagógicos.
     Anteriormente, tanto o ensinar como o aprender traziam marcas do autoritarismo do professor e a possível insatisfação do aprendente, que mantinha a postura de somente receber. As estruturas escolares em seu formato engessado, impossibilitava qualquer manifestação contrária as suas propostas vinculadas na "descarga" dos conteúdos meramente mecanicistas.  ( alusão a música Another  Brick In The Wall e texto A Maquinaria escolar).
   Conforme Varela e Alvarez-Uria, "A criança deixou de ser misturada aos adultos e de aprender a vida diretamente, através do contato com eles." (1992, p.5). Este é um dos divisores de água que separa uma sociedade onde não havia a instituição escolar daquela em que ela passa existir. A pós-modernidade realizou mudanças nesta instituições e as crianças tornam-se aprendentes em local adequado e preparado para as suas aprendizagens. As escolas dos séculos passados preparavam para a mera repetição de afazeres. A escola da atualidade pode permitir que a criança viva esta primeira fase de sua existência com aprendizagens  latentes e instigantes à fase em que se encontra.   
     Percebo em minha prática docente que quanto mais lúdico e próximo aos interesses e fase das infâncias, o aprendizado é mais eficiente e permanente. Por consequência, também saio revigorada com o sentimento de que quem dá, também recebe. Em meu cotidiano escolar, o riso farto, a procura, o silêncio, a comunicação em LIBRAS, o canto e a dança interferem nas aprendizagens concomitantemente.
     A utilização da música, atrelado as experiências corpóreas, a associação de princípios e valores trazem contornos lúdicos e suaves,  valorizando as inquietações de quem aprende em movimento contínuo.
     Portanto, aprender tem que ter o elemento da descoberta daquilo que não é sabido, com a sutileza da alegria do conhecimento.

REFERÊNCIAS
ALVAREZ-URIA, Fernando; VARELA, Juliana. A maquinaria escolar. Teoria & Educação, Porto Alegre, n.6, p. 1-17, 1992.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O ato de brincar



BRINCAR, INCONTESTÁVEL ATO PEDAGÓGICO




criancas-bricando-mundo

     Toda criança aprecia brincar. Suas estruturas motora e mental a impelem ao movimento, compõe completa expressão da sua infância e expressa seu existir.
     Criança e movimento se completam e um complementa o outro.
     Estar parado não é sinônimo de aprendizagem, e estar em movimento não é estar disperso.
    Assistindo o vídeo " Caramba carambola o brincar tá na escola" ficou evidente a importância do brincar e da interação das diversas faixas etárias ( agrupadas, assim denominada por Montessori).
    "Uma criança não brinca se constrói." E o grande desafio do professor é fazer educação através do brincar., respeitando o direito da criança em meio às aprendizagens o direito de ter infância.
     O brincar é o instrumento propulsor do conhecimento por excelência. O ato de brincar é inspirador, instiga a criança à aprendizagem.
     Dar leveza, trazer a alegria é oportunizar através de brincadeiras, músicas com os mais diversos materiais e objetos a experimentação e ao conhecimento em que a criança se apropria nestes momentos inspiradores recheados de "conhecimento oculto" à ela.  


























Toda criança aprecia uma boa brincadeira

segunda-feira, 14 de setembro de 2015




A disciplina apresentada em nosso primeiro encontro, levou-me à reflexões e inquietações.
Reflexões da minha e  das infâncias com as quais trabalho. Afinal "se o mundo é plural, porque as respostas deveriam  ser no singular?"  É o que propõe como reflexão uma rede de escola particular, e a frase prendeu-me de imediato e a linquei com a temática da disciplina.
Sem saudosismo, sou de um tempo em que o singular era-nos apresentado como verdade absoluta, sem espaços ao pluralismo em seus conceitos. A minha " Velha infância, cantada pelos tribalistas ( "...e a gente não se cansa da gente brincar da nossa velha infância...") cercada da possibilidade de liberdade , não é a mesma das crianças da atualidade e dos nossos alunos. Liberdade ambivalente, respaudada pelo protecionismo e a insegurança que circunda este período frágil da existência.
A infância como período biológico ´determinada pela faixa etária e é comum à todos, porém apresentar o mundo às infâncias com as quais trabalhamos observando a pluralidade de suas realidades é o desafio diário para todos nós. Lembrei-me de um filme que assisti " A indomável sonhadora" que retrata um modelo de infância as vezes muito próximo a nós.

Enfim, as reflexões propostas nesta disciplina vão ao encontro a este período latente das crianças.