quinta-feira, 27 de junho de 2019

LINGUA(GEM) EM AÇÃO


Participo do Projeto CIRANDAR que realiza formação de mediadores de leitura em áreas de vulnerabilidade social. Os locais que recebem os mediadores do Projeto Cirandar são: Ilha da Pintada, Chocolatão e a Fase.   Cirandar entende que "democratizar o acesso ao livro é democratizar o conhecimento e a educação. Por isso, a sociedade civil está mobilizada para fazer cumprir a Lei  12.244/10, que determina, até 2020, a criação de bibliotecas em todas as escolas do país, sejam elas públicas ou privadas. Esta é a centralidade. 
Para o Cirandar, a biblioteca é o coração da escola. Interessante...porque dizia e digo o mesmo aos meus alunos e em todas as escolas por onde passei, antes de conhecer e fazer parte do Cirandar. Pelo visto não são só os polos opostos que se atraem.
Fortalecer redes de cultura, incentivar a democratização do acesso à leitura, à educação e valorizar a diversidade são ações que constituem o cerne da instituição" ( Cirandar, maio, 2019).
Quando realizamos mediação de alguma leitura, percebo que a forma como nos comunicamos aproxima ou nos distancia das crianças ou adolescentes. A linguagem realiza uma espécie de mediação do indivíduo (entende - se por indivíduo em suas diferentes fases de desenvolvimento) com a sua cultura e ainda que uma criança tenha biologicamente o potencial para se desenvolver se não interagir não se desenvolverá como deveria. A língua(gem) é um parceiro entre a criança e o mundo, um parceiro de estrada que ajuda interagir com os outros e consigo mesmo e assim atingir o que lhe é de direito, não o melhor além do outro mas o melhor de si mesmo (Montessori), isto é o seu potencial.

Referência:
http://www.cirandar.org.br/ - acessado em 27/06/2019
http://omb.org.br/ - acessado em 27/06/2019


LÍNGUA X LINGUAGEM E SUAS IMBRICAÇÕES

A aquisição da linguagem é uma etapa de extrema importância no desenvolvimento infantil. A importância da linguagem está justamente no fato de que ela torna o processo educativo mais eficaz, pois proporciona ao aluno situações e momentos mais envolventes e dinâmicos.


Através dessas situações dinâmicas os alunos podem então não só desenvolver como também explorar os seus próprios instrumentos comunicativos e sociais. A linguagem e o pensamento estão interligados e são primordiais para a compreensão do mundo. Para o professor que media o processo das aprendizagens é primordial o entendimento sobre o que é linguagem e língua, portanto veremos estes conceitos e suas imbricações.

A linguagem é interação, visto que proporciona ao indivíduo a possibilidade de exercer atividade sobre o outro, sobre si mesmo e sobre o mundo. Tem caráter universal e de caráter essencialmente humano, do qual o homem comunica suas ideias e sentimentos, seja através da fala, da escrita ou de outros signos convencionais. A linguagem é a capacidade que os seres humanos têm para produzir , desenvolver e compreender a língua e outras manifestações, como a pintura, a música e a dança. 

Já a língua é um conjunto organizado de elementos (sons e gestos) que possibilitam a comunicação. Ela surge em sociedade, e todos os grupos humanos desenvolvem sistemas com este fim. Linguística é o nome da ciência que se dedica ao estudo da linguagem

Língua é um tipo de linguagem  baseada em palavras. É a parte social da linguagem, estabelecida entre os membros de uma comunidade e pode ser chamada de idioma. A língua pode se manifestar de forma oral ou gestual, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Assim sendo, é fundamental para o desenvolvimento da linguagem que o professor crie situações e promova atividades nas quais essa habilidade possa ser incentivada por meio da participação das crianças. Assim sendo, o ideal é que as atividades sejam organizadas de maneira que o aluno possa transitar entre as situações informais e coloquiais que já conheciam antes de entrar na escola para situações mais estruturadas e formais, explorando o modo como funcionam e aprendendo a utilizar isso tudo da maneira correta. 
Quando estou em sala de aula, insiro no planejamento atividades diversificadas como a música, teatro, rodas de conversas com temas formais e informais, utilizo os jornais locais e televisivo para promover a oralidade e manifestação das ideias. Também uso a Língua Brasileira de sinais com os alunos e eles apreciam este recurso.
 Através dessas informações podemos entender então a importância da linguagem na escolarização das crianças e como ela influencia o desenvolvimento pessoal e social dos indivíduos sendo um fator determinante no crescimento de cada um deles.
Referência:
MURRIE, Zuleika de Felice. Universos da palavra: da alfabetização à literatura. São Paulo, Iglu, 1995, p. 13-24.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Concepções teóricas


 Teorias da  construção do conhecimento e da linguagem


Quem exerce uma prática ou intervenção pedagógica com bases teóricas , seguramente , realizará uma mediação mais eficaz no seu educando, e especialmente em situações de dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem.
Não é mera coincidência que a palavra teoria, de origem grega, quer dizer aquilo que vem do olhar, ou seja, aquilo que vem, pois, da observação, princípio básico, como sabemos, da ciência. Vygotsky e Piaget serviram-se de alguns passos geridos pela ciência para seus pressupostos científicos e formulação de suas teorias. 
Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934) e Jean Piaget (1896-1980) foram dois grandes teóricos que refletiram e construíram teorias em torno da aquisição do conhecimento e da linguagem. 
Vamos conhecer um poucos destes estudiosos: Jean Piaget formou-se como Psicólogo, Filósofo, Educador, Biólogo, em sua teoria ele nos diz que o desenvolvimento dá-se pela evolução genética e contato com o meio. Lev Vygotsky nasceu em Orsha na Bielorrússia formou-se em Direito, Literatura e partiu para a Pscicologia, na sua  teoria, assim como na anterior, evolução do conhecimento dá-se através de um processo sócio-histórico através da interação do sujeito com o meio.
Quanto a construção da linguagem, Piaget nos diz que este processo se inicia no 2º estágio do desenvolvimento chamado de Pré-operatório, para ele o desenvolvimento cognitivo vem antes. 
Vigotski, defende que a linguagem e o cognitivo desenvolvem-se juntos e com a aquisição da linguagem o desenvolvimento cognitivo também avança com mais facilidade.
No que diz respeito a aquisição do conhecimento, para  Vygotski, este processo ocorre na interação com o meio e de fora para dentro, mas neste processo o sujeito é ativo na internalização de novas aprendizagens. Piaget nos diz que os seres humanos possuem esquemas inatos e na interação com o meio constroem novos esquemas.
As duas teorias descrevem a criança como um ser ativo interacionista, habilitado para constantemente gerar novas hipóteses na horizontalidade do saber, das trocas na aprendizagem.
Observa -se algumas semelhanças entre as teorias de Vygotsky e Piaget:
- ensino de acordo com o nível da criança,
- interessam-se pela gênese dos processos psicológicos,
- imaginação surge da imaginação,
- discurso egocêntrico é o ponto de partida do discurso interior,
- opõem-se as teorias empiristas,
- empregam métodos qualitativos,
- defendem que a imaginação surge da ação,
- são interacionistas e construtivistas.



Torna-se mais acessível a compreensão de alguns processos em sala de aula, quando reflito sobre estas teorias, pois estas servem de base e amparo à visibilidade pedagógica adotada na escolha do planejamento das atividades. Levar em conta os aspectos abordados nas teorias de Piaget e Vygotsky, nos leva a olhar para o aluno como um ser social, que apreende e aprende ao longo da vida com as suas vivências, na relação e interação com o outro, e que constrói significados à medida que vai tendo experiências e contatos com a cultura em que se insere. Dentro deste processo, o papel do professor é ser mediador entre o aluno (ser social) e o mundo levando-o a atingir o que lhe é de direito, outras aprendizagens.

Referências
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2002.

MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigaçãoPsicol. estud., Abr 2006, vol.11, no.1.

OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos; DAVIS, Claudia. Psicologia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994.

REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. 10 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

O despertar

Imagem relacionada
"Se olharmos para fora, sonharemos...mas se voltarmos o olhar para dentro de nós acordaremos." Carl Gustav Jung


Como profissional da área da educação, norteei a objetividade do trabalho desenvolvido nas áreas afins do conhecimento, segundo o currículo do ambiente escolar que estava inserida. Concomitante, empreguei esforços à assertividade e pluralidade do pensamento reflexivo junto aos alunos que inicialmente encontravam dificuldade de explicitar uma linha de raciocínio lógico e argumentativo sobre assuntos diversos e curriculares. Ao longo das aulas, íamos construindo uma convivência escolar, um conhecendo o outro, e crescendo no empoderamento das ideias compartilhadas em grupo.

Este dinamismo alicerçou e alavancou meu trabalho e imprimiu contornos ao meu perfil profissional.  Esta reflexão sobre a diretriz de meu trabalho, segue as pegadas do célebre educador brasileiro, Paulo Freire ( 1921- 1997) que ressaltava como objetivo da escola, ensinar o aluno a "ler o mundo" para transformá-lo. 
E como ser agente transformador sem reformar e reestruturar as próprias ideias e consciências?
Como olhar o mundo ( universo fora de nós mesmos) e suas ideias preconcebidas com criticidade, sem voltarmos o olhar para dentro de nós mesmos, com o intuito de despertar nossas próprias consciências? 
Reformar ou reformular o externo exige a honestidade da exigência de novos parâmetros  antológicos para acordar ou despertar novos posicionamentos reflexivos e assertivos.
A elaboração destas atitudes profissionais levou - me a maior de todas as reformas, a pessoal.
Olhar meu universo pessoal e desbravá - lo com uma profunda honestidade guiada por uma lupa à consciência e mazelas enraizadas a minha historia pessoal, é fruto também de tudo que desenvolvi em sala de aula.
 É fruto da leitura de mundo pessoal  e também do olhar para dentro de mim mesma , para sair do sonho de que tudo que julgava  "estar bem", para acolher minha realidade pessoal e transformá - la em vida, tal e qual ela é. Dar novos contornos e reeditá -la, assim como, meu perfil profissional. 
Ao escrever esta reflexão, lembrei do olhar dos meus alunos e de todos os feedbcks recebidos em sala de aula quando diziam ter "aprendido" comigo muito mais do que nos últimos anos em sala de aula...desconhecendo que o relato desta epifania (súbita sensação de entendimento, compreensão da essência de algo) está diretamente relacionada a  todos os momentos de convivência, longas conversas e risadas.
Eles julgaram ter recebido muito de mim, mas a maior beneficiada fui eu.

  Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.... Frase de Antoine de Saint-Exupery.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Imagem relacionada


Desde a origem da raça humana, as pessoas diferem entre si. A diversidade manifesta-se, por exemplo, na distinção entre homens e mulheres, nas etapas do ciclo da vida e na própria fragilidade humana, fatores que podem determinar limitação no desempenho de algumas atividades. Como consequência da supervalorização da capacidade física, sensorial e cognitiva, as pessoas com deficiência enfrentaram a eliminação, a exclusão, e muitas formas de segregação como prova do preconceito, da discriminação e da desvalorização de suas vidas. Em todas as situações manifesta-se a opressão sobre os indivíduos de grupos minoritários em situação de vulnerabilidade. Da invisibilidade à convivência na sociedade, houve uma longa trajetória representada pelas medidas caritativas e o assistencialismo, correspondentes a ações imediatistas e desarticuladas, que mantiveram as pessoas com deficiência isoladas nos espaços da família ou em instituições de confinamento.
Na legislação brasileira, os diferentes tipos de deficiência estão categorizados no Decreto nº 5.296/2004 como: deficiência física, auditiva, visual, mental (atualmente intelectual, função cognitiva) e múltipla, que é a associação de mais de um tipo de deficiência (BRASIL, 2004).
Enquadram-se nas categorias do Decreto nº 5.296/2004: 
--deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. A deficiência física compreende as condições de dificuldade na marcha, na sustentação e no equilíbrio do corpo, da cabeça e na movimentação dos membros superiores, em graus diferentes de comprometimento, como paralisia (plegia) e falta de força (paresia);
--deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 600; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores” As pessoas com deficiência visual podem ser cegas ou apresentar baixa visão. Nos casos de baixa visão, as pessoas se beneficiam com imagens e letras ampliadas e próximas, com bom contraste de cores, entre o fundo e a imagem. As pessoas cegas e as com baixa visão usam bengalas para evitar obstáculos e perigos e para direcionar seu deslocamento; os pisos táteis facilitam sua mobilidade;
--deficiência mental, leia-se intelectual: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: 1. comunicação; 2. cuidado pessoal; 3. habilidades sociais; 4. utilização dos recursos da comunidade; 5. saúde e segurança; 6. habilidades acadêmicas; 7. lazer; e 8. trabalho”. Cabe ressaltar que a deficiência intelectual refere-se ao aspecto cognitivo e não se confunde com o transtorno ou doença mental. Outra observação importante é o fato de haver graus de deficiência intelectual definidos pelas limitações no aprendizado e outras habilidades adaptativas. A síndrome de Down (alteração genética) é expressa por características físicas detectáveis facilmente, entretanto a maior parte das situações de deficiência intelectual não tem manifestações perceptíveis. As pessoas com deficiência intelectual desenvolvem suas habilidades com atenção em saúde e habilitação, educação inclusiva, oportunidades de participação nas atividades sociais, inclusive nas de trabalho;
--deficiência múltipla - associação de duas ou mais deficiências Entre as possíveis situações de deficiência múltipla encontra-se a paralisia cerebral, diagnóstico referente à lesão cerebral adquirida que pode afetar os movimentos, a visão, a audição, a função cognitiva, em diferentes associações. Algumas pessoas têm grande autonomia, ao passo que outras necessitam de cuidados permanentes em todas as áreas da vida. Devido a essa situação severa, elas são vítimas frequentes de violência, abandono e maus-tratos. A partir da Lei 12764/2012, as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) passaram a ser consideradas pessoas com deficiência. Elas apresentam deficiência significativa na comunicação e na interação social (BRASIL, 2012). Os casos podem variar desde não aprender a falar e ter deficiência intelectual profunda até não ter deficiência intelectual e conviver na comunidade, seguindo suas próprias rotinas. Também se caracterizam por comportamento repetitivo (balançar o corpo, as mãos, gritar) e áreas restritas de interesse.
No texto da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva  fica bem claro que não deve haver currículo adaptado para o aluno com deficiência. O currículo deve ser o mesmo para todos. As estratégias pedagógicas é que devem ser diversificadas o máximo possível. Isso beneficiará não só as PcD, mas a todo o alunado. O que não dá é para criar um plano homogêneo para uma turma supostamente homogênea e, em separado, submeter o aluno com deficiência a atividades que não o desafiem e impulsionem seu desenvolvimento, como por exemplo: pintar folhas com desenhos mimeografados; cobrir linhas pontilhadas; dar bolinhas de algodão para ele colar; etc. Isso acaba "idiotizando" ainda mais o aluno. Ao contrário, o professor deve incentivar as atividades em grupo em que alunos mais experientes ajudem aos que tenham mais dificuldade, que dentro do sistema montessoriano designa-se por agrupadas. Assim, além de promover um melhor equilíbrio entre a turma, estará sensibilizando-a para a solidariedade, a amizade e o respeito às diferenças, princípio muito valorizado no sistema montessoriano.
A realidade escolar traz a todo instante estes alunos que anteriormente eram invisíveis às escolas e à sociedade. Em minha trajetória profissional tive a oportunidade de trabalhar em sala de aula com alunos portadores de necessidades educativas que me estimularam a busca e aperfeiçoamento para atendê-los. Foi um período árduo e conflitante que exigiu esforço e estratégicas pedagógicas diferenciadas e inovadoras, algumas com êxito e outras frustrantes.
Tem se falado bastante com relação aos direitos e necessidades de pessoas com necessidades educacionais especiais A inclusão social iniciou na escola, pois a educação é um direito e é para todos. E, escola ideal é a que ensina à todos.Em 2008, o Ministério da Educação, estabeleceu a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. A política inclusiva não recomenda que o professor faça formação tornando-se especialista nesta área, porque em toda escola é obrigatório a sala do AEE (Atendimento Educacional Especializado). Ao professor cabe receber orientações e informações  práticas e básicas que o instrumentalize no atendimento aos alunos de inclusão. Professor capacitado é diferente de professor especializado e a cada um cabe uma função específica.
Imagem relacionada

Referência:
portal.mec.gov.br/16690; Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação




segunda-feira, 16 de abril de 2018

EJA

Imagem relacionada

A educação como direito deve ser estendida e garantida a todos, em detrimento a faixa etária que estiver o aprendente. Para suprir esta lacuna, esta demanda, surgiu a EJA ( Educação de Jovens e Adultos).
A Educação de Jovens e adultos (EJA) é uma modalidade que ultrapassa o ato de ler e escrever, por essa razão, envolve questões complexas sobre as quais a sociedade e os educadores devem refletir de forma crítica. Os alunos jovens e adultos precisam aprender de forma contextualizada e com vivências que se aproximem mais de sua realidade cotidiana, bem como, desenvolver o senso crítico e a reflexão. Dessa forma poderão adquirir competências e habilidades e, resgatar suas vivências e conhecimentos prévios, valorizando o que já sabem e incorporando os saberes escolares a sua rotina de forma a integrá-los na sociedade letrada exercendo seu papel cidadão.
Nosso encontro na interdisciplina que aborda este assunto,foi como um divisor de águas rompendo com equívocos por mim estruturados, trazendo informações precisas e esclarecedoras sobre a aprendizagem que acontece nesta modalidade.
Como não tive a oportunidade de trabalhar ou observar uma turma com este formato de ensino-aprendizagem, pressupus que era só usar os recursos e metodologias aplicadas à alfabetização dos anoa iniciais.
PRESSUPOSTO EQUIVOCADO.
A EJA (Educação de Jovens e Adultos) é uma modalidade educacional institucionalizada por lei, direcionada a indivíduos que não tiveram o acesso por algum motivo a apropriação do ensino em idade própria. Entretanto, apesar dessa condição, são pessoas que possuem sua cultura, seu conhecimento prévio, aspectos que devem ser considerados ao planejamento  desta modalidade. Podemos compartilhar a ideia da importância indiscutível de saber ler e escrever por parte desses educandos. “Adultos em alfabetização, não adultos analfabetos” (MOLL, 2004), e a partir disso estabelecer uma dinâmica de aprendizagem que envolva um processo de reflexão, criticidade, com a leitura de mundo, pelo universo de códigos escritos ou pelas tradições orais que fazem parte da cultura desses indivíduos, como elucida Jaqueline Moll.
O papel do professor é de fundamental importância, para a mediação no processo de reingresso e readaptação do aprendente às turmas de Educação de Jovens e Adultos. Contudo, esse professor/a que orientará a aprendizagem, necessita também ser comprometido de tal forma que identifique as habilidades e competências, o potencial desse estudante, possibilitando o sucesso dessa aprendizagem significativa, ajudando a reescrever sua história de vida.
Se de um lado temos, infelizmente, muitos jovens e adultos fora da escola, por outro vivemos sobre a exigência da sociedade do conhecimento que acirra a competitividade num mundo onde a tecnologia exige maior capacitação para o mercado de trabalho. Por esse motivo, os educadores que trabalham com a educação de jovens e adultos precisam compreender que para eles a escola é muito mais que ler e escrever, é uma oportunidade de resgatar sua história, reconstruir o seu presente e planejar o seu futuro, conquistando seus direitos e acabando com a exclusão.









segunda-feira, 26 de março de 2018

Trabalho Integrado


                   
                                      Imagem relacionada 

A didática, teoria pedagógica, estuda e ensina como transformar o saber, ou seja, a este fenômeno designou-se de pedagogização do saber científico.

Imagem relacionadaImagem relacionada


É uma teoria que visa prover respostas a demandas apresentadas sobre o desenvolvimento da prática no dia a dia da sala de aula, envolvendo um saber tecnológico e empírico, que implique técnicas e regras sobre como ensinar.
Os sábios gregos já diziam: "dá-me uma sala de aula e mudarei o mundo", eu acresço, ainda que seja o mundo de um único aluno. Este sempre foi meu propósito quando entro em sala de aula, transformar, ampliar o olhar e a concepção dos alunos. Provocá-los e desafiá-los a ter uma nova concepção a respeito da aprendizagem dos conteúdos propostos na grade curricular. Meu maior desafio!
Em meu currículo pessoal consta inúmeros relatos de vitórias e fracassos, vezes que venci e fui vencida pela não correspondência principalmente da família que não conseguia percorrer e insistir o planejamento que o núcleo (rede) de apoio estabeleceu para o melhor desempenho escolar do aluno. Como exemplo cito uma aluna do 3°ano da rede estadual de ensino (2014) que não sabia ler, escrever e se ausentava por longos períodos da escola. Esta aluna fez alguns progressos, porém não estava apta a avançar para o 4°ano.
Dos êxitos, relato o que a turma do 5°ano durante a aula de matemática disse que a maneira como apresentava o conteúdo era muito "legal" e eles se mantinham interessados.
Isto me fez e faz pensar na maneira como ensino. Usando métodos convencionais ou inventivos para contemplar as necessidades educativas de cada turma é um instigante desafio. Pensar em metodologia, na didática formal ou informal baseada nos pressupostos e referencial teórico, faz toda a diferença. Levar em conta as diferenças e jamais esquecer que a melhor didática aplicada em sala de aula é o respeito e a escuta ao aluno e gostar MUITO do que se faz, estar por inteiro na presença dos seus alunos.
Minha "raiz" de trabalho é montessoriana e esta raiz se alimenta também de outras fontes que visem a melhor execução do trabalho e desempenho do centro do processo ensino-aprendizagem.
Por isto afirmo: trabalho com o que gosto e gosto do que faço.
 
               Resultado de imagem para imagem didática