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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

"QUEM NÃO SE COMUNICA SE TRUMBICA"

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Ao alcance de quase todos...

As tardes de sábado eram embaladas ao som deste "bordão" em uma emissora televisiva.

Palavras eternizadas pelo comunicador Chacrinha, conhecido como o velho guerreiro. Ele já nos alertava de um jeito descomprometido e divertido para uma comunicação de qualidade.

Mas o que é comunicar -se? Quais as suas implicações?
Comunicação é recepção, implica em troca de informação entre um emissor ( aquele que envia a mensagem) e receptor ( que recebe a mensagem). A comunicação se dá por meio da fala e a escuta ( ouvinte ), ou por meio de gestos e sinais ( não ouvinte, LIBRAS) ou por meio da escrita.
A contemporaneidade aproximou e distanciou - nos um pouco mais.
Aproximou, quando temos a possibilidade de nos comunicarmos em tempo real com alguém que está noutra cidade, em outro país, noutro continente. Conversamos, realizamos conferências e cursos através da expansão das redes. A realidade virtual trouxe benefícios a uma geração que tem urgência em obter respostas.
Mas também distanciou - nos, pois as rodas de conversas por meio de encontros pessoais, agora acontecem nos grupos das diversas redes sociais com os envolvidos enclausurados.Perto...e distante ao mesmo tempo. Diálogos em tempos real, mas sem o comprometimento do olho no olho. Real...e irreal...concomitantemente.
Da  arte rupestre do período Paleolítico à realidade virtual que se sobrepõe, como enfatiza Leandro Karnal, não estamos melhorando ou piorando, estamos transformando a comunicação em suas mais diversas formas. Tornamo - nos "mestiços culturais", uma espécie que se comunica muito, mas com dificuldade de convivência social. Este é o contraponto, o que nos aproxima também nos isola.
Esta comunicação em tempo real sem o contato real, tem seus efeitos colaterais. Esta, reforça o narcisismo, a vontade do meu eu absoluto, sem a risco do enfrentamento, do desgaste que os relacionamentos proximais produzem ( Modernidade líquida, Zygmunt Bauman).
Enfim, "tudo na vida tem o bônus e o ônus. Para merecer o bônus é necessário estar disposto a arcar com o ônus" ( Elisandra Arboit). E o tempo, coadjuvante e presente a estas transformações sinalizará o que foi irrelevante e o que foi relevante. O representante e o representado manifestarão a coerência e a incoerência das relações virtuais que informam, mas não formam a comunicação que aproxima.

Referências:
 O impacto das redes sociais na vida das pessoas – Leandro Karnal no Ponto a Ponto. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=crlhoz7IVeY

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Argumento ou simples justificativa

Resultado de imagem para imagem inicio que simboliza o reinicio
Morte: fim ou recomeço?

Os últimos acontecimentos absorveu - me em intensas reflexões e tomadas de posicionamentos que gostaria de postergá-los.
Porém sou coadjuvante à executar o que o "Artífice" nos designa e fui visitada pela "grande tristeza" ( A cabana), que instalou-se não como visitante, mas como residente sem previsão de ausentar-se. 
Concomitante a ela, para contrabalançar, chegaram os amigos que acercaram-me de apoio e estímulos. A vida segue...por caminhos novos e desbravadores que exigem mudanças de hábitos e um novo olhar sobre a rotina familiar, profissional, acadêmica e pessoal.
Sempre gostei de olhar para o céu e contemplar as nuvens, que em suas formações sugerem-me que algo grandioso há. Pensar que por detrás das nuvens, na profundidade e extensão infinita há a possibilidade de um recomeço.
Buscando o prisma da Filosofia, que  chama de dualismo psicofísico a dupla realidade da consciência (alma / espírito) separada do corpo ( matéria orgânica).
Sócrates enfatizava que o corpo não era  o objeto principal de preocupação, mas sim a alma, entendida como aquela que se serve do corpo" ( link citado na referência).
Após realizar a atividade A estrutura do argumento, que solicitou a identificação das suas estruturas básicas, percebi que a todo instante as usamos. Premissa e conclusão estão presentes em toda argumentação.
A premissa justifica a conclusão.
E aquilo que se quer justificar chamamos de conclusão.
O conhecimento prévio trabalhado na interdisciplina associado a realidade que me circunda. Experimentei o que sempre falo aos meus alunos, pois o que aprendemos é para o nosso crescimento e deve abastecer nosso cotidiano.
Por isso, em minhas convicções, reafirmo que o fim ou recomeço questionado, esvaiu-se em certezas que não são provisórias.

Referência:    
 http://www.viverafilosofia.com.br/2010/02/o-corpo.html